segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Primaveras

Eu sentava e me perguntava quantas primaveras eu passaria ao seu lado. O que seria da primavera sem um sorriso ingênuo, um abraço singelo ou flores, rosas vermelhas para surpreender o coração de uma doce criança. O que seria de mim sem todo aquele carinho sincero que fazia curar a dor aos poucos, que fazia calar uma ferida que rasgava a alma e inundava o corpo de um mar de lágrimas teimosas. Os meus dias agora tinham motivos para prosseguir em paz. 

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