
O
seu nome eu não sabia, eu apenas acreditava. E aprendi que o melhor guia seria
o tempo. Só ele curaria a dor funda no meu peito, só ele calaria o silêncio que
gritava dentro de mim e faria eu me libertar de um passado sujo. O tempo me ensinou que o presente é a melhor das virtudes, e que a paciência
curaria qualquer ferida. Me fez ressuscitar a felicidade adormecida na minha alma.
Me fez ver inocência no coração de um pobre homem. Me fez acreditar na palavra
de um homem. O homem que abriu os seus braços para me aceitar sem desprezos.
Eu, talvez não mais eu mesma, e sim, um novo eu que eu não sabia que existia em
mim. O homem despertou no novo eu uma delicadeza e doçura que o conquistaram
quando a minha conquista era o homem. Ele encontrou a minha essência e me
acordou por dentro. Eu pude enxergar uma luz, brilhou fraquinha, mas ela estava
lá para me guiar por esse caminho indecifrável de amarguras. E eu não deixaria essa
luz se apagar.
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